AUTOCONHECIMENTO – O segredo para uma Liderança Consciente

por Eliane Davila*

O impacto do COVID-19 interrompeu os padrões normais de trabalho, modos de comunicação e dinâmica da equipe. Fragmentações, polarizações e muitas mudanças estão acontecendo. Além disso a crise econômica realmente nos traz desafios, mas as oportunidades estão ai para buscarmos o desenvolvimento, autoconhecimento e superação.

Vejo que o autoconhecimento, para as pessoas e para as instituições, é condição sine qua non quando se fala em gestão de alta performance. Pessoas que possuem autoconhecimento dispõem de maior habilidade de tomar decisões rápidas em situações complexas. O autoconhecimento é um diferencial maravilhoso que deve ser introduzido no mundo dos negócios.

O autoconhecimento permite que você descubra suas qualidades, capacidades, bem como seus pontos que devem ser melhorados. Investir em autoconhecimento é designar esforços para entender a si mesmo em todos os âmbitos. Além disso, se você quiser realmente colocar em prática a filosofia do capitalismo consciente em seus negócios e projetos, a ideia é partir do autoconhecimento para poder compreender, mais profundamente os stakerholders. Clientes, fornecedores, colaboradores, sociedade e planeta são as pessoas impactadas pelo seu negócio e por isso, uma escuta ativa das partes interessadas, contribui para que você possa revolucionar o mundo dos negócios.

O autoconhecimento auxilia no controle das emoções e proporciona um equilíbrio interno , buscando um melhor bem-estar mental no trabalho e nas relações que construimos no dia a dia. Lideres que possuem autoconhecimento dispõem de um resposta mais equilibrada e consciente no trabalho.

O primeiro passo para quem deseja buscar autoconhecimento é olhar para dentro de si e buscar a aceitação de suas limitações e valorizar suas potências. É o exercício da compaixão consigo mesmo. Entender que estamos em uma jornada de descobertas e de aprendizagem na vida.

O passo seguinte é aprender no encontro do outro. É estar preparado para o diálogo, para a colaboração, para a empatia. A escuta ativa é fundamental nesse caso para que possamos compreender o outro na sua plenitude, sem julgamento, com o propósito de promover as trocas de ideias e de perspectivas.

Seguindo a jornada, o próximo passo é expor-se, desafiar-se e deixar-se vulnerável. Quanto mais a vulnerabilidade estiver presente em sua vida, fazendo-o refletir sobre a incompletude do ser humano, mais fácil será a sua conectividade com os outros. Penso que esta perspectiva pode, de alguma maneira criar espaços de cura dentro das organizações.

O autoconhecimento é um convite para expor nossas experiências, nossas dificuldades. É ter a mente aberta para mudanças. Seja a mudança que você quer ver no mundo.

O novo jeito de lidar com nossas instituições, proposto pelo capitalismo consciente, tem origem em uma mudança de hábito em nós mesmos. Tudo começa com a gente! A essência do ser humano, o propósito, nossos valores e crenças estão dentro da gente. Trazer esta pauta do autoconhecimento para as organizações é quebrar barreiras, enxergando o ser humano em todas as nossas dimensões.

Somos seres humanos íntegros em todas as dimensões da vida ! As organizações são pessoas lidando com pessoas. Pense nisso e construa organizações melhores para todos em seu entorno!

*Eliane Davila é Ph.D em processos e manifestações culturais, pesquisadora do empreendedorismo feminino, embaixadora certificada do capitalismo consciente, mentora de negócios da ABMEN e apaixonada pela vida.
Reprodução

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