Emissão de títulos verdes: um mercado quase trilionário

por Marcelo Gripa*

Os títulos verdes estão prestes a atingir um marco expressivo. Pela primeira vez, a emissão dessa modalidade de dívida deve movimentar US$ 1 trilhão, ainda este ano, prevê a Bloomberg. O valor é quase o dobro do que foi registrado em 2020 (US$ 577 bilhões), quando um recorde já havia sido estabelecido.

O apetite por esse tipo de título está diretamente vinculado ao crescente interesse pela agenda ESG. Grandes gestoras estão sob pressão para ampliar a destinação de capital a projetos que adotem boas práticas ambientais. Na vanguarda desse movimento, estão consumidores e investidores conscientes, rigorosos e preocupados com o meio ambiente.

“Todo emissor vai querer ser capaz de demonstrar que tem um modelo de negócios sustentável”, disse Philip Brown, responsável por mercado de capitais de dívida do setor público do Citigroup à Bloomberg.. “O que o proprietário do ativo deseja, o gestor do ativo fornece, e o emissor deve responder se quiser atingir essas carteiras”, completa.

Para quem não está familiarizado com o tema, os títulos verdes são como uma emissão de dívida de renda fixa comum, mas com um diferencial importante nos dias de hoje: os recursos captados só podem ser utilizados para financiamento de projetos que geram impactos ambientais.

*Marcelo Gripa, jornalista, cobre o universo da sustentabilidade corporativa e é um dos editores-chefe do Economeaning.

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