As reações ao relatório alarmante sobre mudanças climáticas

Por Marcelo Gripa

“Sem precedentes. Irreversível. Alerta final. Código vermelho. Emergência”. As avaliações sobre o mais recente e completo relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), da ONU, dão o tom da gravidade do cenário apresentado no início de agosto.

A conclusão do documento, escrito por mais de 200 cientistas de 60 países, é de que, por culpa das ações humanas, o mundo está aquecendo mais rápido que o previsto. A se manter o ritmo, o aumento da temperatura em 1.5°C acima do nível pré-industrial acontecerá em 2030, e não mais em 2040. Atualmente, ela é estimada em 1,1ºC.

O aquecimento global preocupa porque pode levar a eventos climáticos ainda mais severos do que os registrados ultimamente. Se isso acontecer, ondas recordes de calor e de frio e enchentes de grandes proporções, como as que castigaram Alemanha, Bélgica e China em julho, podem se tornar cada vez mais frequentes.

Após a divulgação do relatório, cientistas, governos e autoridades de primeiro escalão saíram em defesa da urgência do tema e se apressaram a oferecer soluções. Nos EUA, a aprovação do pacote de US$ 3,5 trilhões para renovar a infraestrutura do país com conceitos sustentáveis é vista como um passo importante nessa direção.

No mercado financeiro, a SEC – Comissão de Valores Mobiliários dos EUA – estuda exigir que as empresas listadas produzam relatórios climáticos anuais contendo os riscos envolvidos na operação. A ideia é que os investidores possam fazer comparações para tomar decisões mais conscientes, além do lucro.

As conclusões do documento do IPCC também ecoaram na União Europeia. Autoridades destacaram a importância dos compromissos adotados em julho para a descarbonização da economia nos 27 países do bloco. Abaixo, você confere os cinco principais pontos do amplo plano de redução de emissão de gases poluentes no velho continente.

*Marcelo Gripa, jornalista, cobre o universo da sustentabilidade corporativa e é um dos editores-chefe do Economeaning.

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