BURNOUT E JANEIRO BRANCO

12 meses para escrever uma nova história de bem-estar corporativo

A chegada de 2022 traz um novo desafio para o ecossistema empresarial: o BURNOUT passa a ser considerado pela OMS como síndrome ocupacional do trabalho, algo já refletido na Classificação Internacional de Doenças (CID).

Na gestão de riscos das companhias, a régua subiu muito para esse tema.

Além de todos os problemas de sustentabilidade que o burnout gera para o negócio e para a sociedade, as auditorias internas/externas e os órgãos reguladores podem vir a solicitar políticas, programas e procedimentos frente às ocorrências de burnout, agora vistas formalmente como acidentes de trabalho.

Por isso, a campanha do Janeiro Branco – mês da conscientização sobre a saúde mental – é um excelente gancho para as empresas começarem o ano com um olhar mais criterioso e proativo para a questão, amparadas por boas ferramentas e estratégias.

É uma página em branco que precisa ser preenchida ao longo de 2022. A começar pelas lideranças que devem se preparar para construir espaços de segurança psicológica na organização, assim como serem capazes de identificar liderados com sinais de stress, esgotamento e burnout, dando os primeiros socorros.

Como fazer uma gestão estruturada e eficaz do burnout?

Começando pelo velho ditado, é necessário criar a consciência de que prevenir é melhor (e mais barato!) que remediar.

Nesse sentido, ter à mão o Índice de Bem-Estar Corporativo (IBC) é um excelente ponto de partida. O instrumento, inédito no Brasil e criado pelo Zenklub, permite que as empresas tracem um “mapa de calor” do burnout, definindo ações efetivas e concretas.

Focado na percepção dos colaboradores, o diagnóstico faz esse mapeamento em áreas como: adição ao trabalho, volume de demanda e controle, relacionamento com colegas e líderes e ambiente. Usando o IBC, a empresa pode se comparar ainda com outras da sua indústria, com outros segmentos ou com organizações em diferentes estágios de maturidade.

Outra ferramenta interessante é o Índice de Maturidade do Bem-Estar Corporativo (IMBC), desenvolvido também pelo Zenklub em parceria com a Humanizadas. Com base nas iniciativas gestão de pessoas, este indicador mede o nível de maturidade da empresa, em uma escala crescente – Básico, Seguro, Proativo, Sistêmico e Regenerativo.

Usando o IBC (foco nos indivíduos) e o IMBC (foco nos processos de RH), a organização tem um ferramental poderoso para antecipar riscos, prevenir o absenteísmo ou o presenteísmo, aumentar a produtividade e, principalmente, fomentar um ambiente de inovação.

Porque mentes criativas precisam, em primeiro lugar, estar saudáveis, e isso só se consegue com a construção de uma cultura de bem-estar organizacional.

Que assim seja em 2022! Vamos?

Texto de Cássia Messias – Conselheira do Instituto Capitalismo Consciente Brasil

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